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domingo, 21 de março de 2010

Neste domingo eu tive a felicidade de presenciar uma cena simples, mas que mexeu comigo profundamente:

Estava voltando pra casa, passei numa lanchonete de orientais já aqui em Irajá, daquele tipo que os cariocas costumam chamar de "China".

Estava um grupo de três solitários bebendo cerveja no China: dois homens e uma mulher. O que me fez pensar sobre aquele monte de coisa da vida atual, onde as pessoas cada vez mais solitárias passam suas vidas a procura de algo a completá-las, pois creem nesta vida feliz pra sempre ficcional mostrada nos principais meios de comunicação etc etc. Quando, não se para pra refletir sobre o que é realmente necessário pra vida de cada um, e não tentando se enquadrar no esquema de ser humano completo e feliz que encontramos nas histórias de contos de fadas, ou em outros roteiros mais modernos...

Enfim, eles já estavam bêbados, quando eu sentei, pedi um salgado. Um dos homens pediu ao atendente (que provavelmente era chinês mesmo por conta da decoração da lanchonete, mas nem todos são chineses): "China, põe aquela música da tua terra pra gente dançar!"
Assim, o "China" levanta um pano atrás dele que escondia um rádio bem moderninho, liga-o, põe um cd, e quando a musica começa a tocar, naquele estilo oriental bem dissonante, os três começam a gargalhar...

Achei que o "China" se ofenderia quando no mesmo instante ele dá risada também. Um dos homens levanta abre os braços, e pede ao "china"(que estava atrás do balcão) que ele levantasse pra dançar com ele.

Tudo assim bem espontâneo tanto os sorrisos quanto o pedido.

Nisso a mulher do "china" que estava no balcão em silêncio só observando, fica de pé rindo também, aponta pra mulher que ta do lado de um dos homens, e fala pra ele dançar com ela, aponta pro "china" e diz: "ele não hahaha, ela sim ó!"

...e assim é a vida de domingo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

...

*Alguém tem energy pack¹ da vida real pra me mandar, pra ver se eu consigo terminar de vez esses trabalhos e entar logo de férias... tá complicado.
**E além disso ainda tem alguma coisinha, daquelas bem pequeninas, que tá incomodando tanto... lá dentro... quero férias disso também...
***Pelo menos esse fim de semana será bem comemorativo, festa do Brunno e da Romã pra desafogar as preocupações!!!







¹Energy pack: termo usado em Mafia Wars, (jogo do facebook, que simplesmente é uma das 7 maravilhas virtuais) onde o jogador aumenta 25% de seus pontos de energia para realizar jobs.


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quase cotidiano...

Acho que o dia de ontem precisa ser relatado aqui, há um tempinho que não tive uma noite tão tão... enfim...
Saí ontem de Jurujuba, com a intenção de ir pra reitoria assistir a colação de grau de uma turma de ciências sociais, que tinha entre alguns amigos, a Amandinha, que hoje tá morando lá no norte, e veio justamente para a colação, então o dia já era especial a partir daí. Cheguei na colação, e a Gláucia Silva (!) estava representando o reitor(!!) na mesa, o que achei o cúmulo de engraçado, já cheguei no fim infelizmente, não peguei quase nada. Mas saímos dali e fomos andando até a cantareira, e depois de ficarmos sem opção nos bares ali próximos, nos vimos sem saída, e fomos pro vestibular do chopp, a coisa demorou tanto que acabei por entrar pois tinha que ir a aula. Ainda respirei o ar do ICHF antes de subir, joguei uma sueca, como há muito não fazia, e perdi: óbvio!
A aula passou e na volta pra cantareira, todos já tinham ocupado o Laury, e pra lá fomos. Amandinha já estava lá com toda a trupe das antigas, e a galera mais caloura junta numa social como só se ve em cervejadas, e assim que olho pra trás: Ciça! Que saudade!! (e foi exatamente essas palavras que berrei Laury afora!)
Tinham comentado que Ciça apareceria... e como usualmente, dali pra frente foi só gargalhada, no melhor estilo Titília de ser!
Pena que tive de ir cedo pra casa, pois tinha que acordar cedo pra adiantar alguma coisa por aqui, quando dou a noite por encerrada dentro do 100 já, no meio da ponte Rio-Niterói, ouço:
_ Quem não gosta de preto, é preto. E quem não gosta de branco, é branco!

Fui procurar a voz, me deparei com um senhor que estava num dos últimos bancos do ônibus (eu estava no meio) e pensei: bem fudeu, se ele falar mais alguma merda vou começar a rir sozinha...
E quando menos espero, eis que surge Maurício no meio do ônibus, e já veio com um risinho no canto da boca. Daí pensei: Esse doidão falando merda, e o Maurício na sua sutil risada: fudeu de vez!

Daí, o senhor no toipo da sua seriedade deu um relato que fechou minha noite, ri junto com Maurício dentro do ônibus pra quem quisesse ouvir, e acabou sendo constragedor né, porém quem não riria:
O professor virou pro aluno em sala de aula.
_Quem descobriu o Brasil?
O aluno responde:
_ Não sei professor, eu moro em comunidade, não tenho nada a ver com isso, sou gente de bem.
Em choque, o professor decide relatar pro pai, a falta de interesse do filho, e conta que ele não quer saber de estudar e nem mesmo sabe quem descobriu o Brasil, no mesmo instante o pai retruca:
_ Não sabe? Bem professor, então é melhor o senhos pressionar ele, que as vezes foi ele mesmo...

Foi o suficiente pra coroar a noite...

sábado, 17 de outubro de 2009

tipo twiter

ontem voltei pra casa com o GPS ativado!

hahahahaha

só digo um coisa: IDEOLOGIAAAA, EU QUERO UMA PRA VIVER...



Adoroooo

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"Gerundiando"

- to vendo os dias passarem cada vez mais rápido;
- to me descobrindo uma completa alienada em relação ao mundo;
- to vivendo mais intensamente e por conta disto to descobrindo todas minhas fraquezas;
- to sentindo minha insegurança nos meus relacionamentos;
- to lendo mais do que nunca;
- to amando meu irmão como nunca amei antes, acho que o motivo é que ele tá crescendo, e deixando a vida de pirralho pra trás;
- to ouvindo mais música brasileira;
- to alimentando um carinho grande por alguém;
- to comendo bastante no bandejão, e bebendo mais no Lauri, ou seja, futuramente estarei mais pesada do que agora! =D
- não to mais bebendo refrigerante, já bebia pouco, agora aboli de vez;
- to tocando menos violão, e mais violino;
- to estudando menos fotografia e mais antropologia;
- to mais do que nunca sentindo o tempo ir...

domingo, 13 de setembro de 2009

Alguém avisa pro verão só voltar em novembro e deixar o inverno passar o posto pra primavera... Ta dando medo.




boa noite quente, 26° e já são 21:36!!!

domingo, 30 de agosto de 2009

Telefonema

Ontem a tarde minha avó telefonou aqui pra casa:

_ Alô?
_ Fátima? [já responde assim]
_ Não... vó? É a gabriela...
_ Oi minha filha, cadê sua mãe?
_ Minha mãe foi num churrasco de uma amiga dela, deve chegar a noite.
_ Que danadinha né, foi pro churrasco e te deixou aí, deve tá bebendo todas...
_ Ah é!? hehehe
_ Tá bom, vem almoçar amanhã aqui, e fale pra ela vir também.
_ Ah tá, aviso a ela, e vou sim. Beijo vó, até amanhã.
_ Tchau.
[desliga o telefone]

No mesmo momento que ponho o telefone no gancho retiro, pra ligar pro Douglas, já que iria mais tarde pra casa dele. Ponho o telefone no ouvido, e ouço um barulho de TV ao fundo. Até pensei que era linha cruzada, fiquei repetindo "alô" pra ver se me ouviam, daí ouço: "seis" / pãã / "quatro" / pãã

- Vó??
_ Marcela? Eu nem terminei de discar e vc já me atendeu?!
_ Hahaha não vó, é Gabriela, vc ainda não desligou o telefone.
_ Ai que susto minha filha... Tchau até amanhã.

E desliga de verdade.

Amo minha avó!!

domingo, 23 de agosto de 2009

Domingo

Nossa ainda continuo me surpreendendo com a capacidade de domingo se tornar um dia para vagabundos, ou melhor, um dia de descanso em todos os níveis... Aprendi na vida, que o verdadeiro domingo é aquele que vc curte uma gostosa ressaca em família ou com os amigos, ou o dia que todo mundo se reune pra um churrácol mesmo sem algum motivo de comemoração aparente, ou o dia do futebol (tanto pra assistir quanto pra jogar) mas essa função eu dispenso, pra aqueles mais corajosos pegar uma praiana com amigos com o intuito de fazer aquela farofada, pq ir a praia domingo só com um frango debaixo do braço, um isopor com bebida gelada, e alguns amigos capazes de tirar de letra um 'programinha de índio'.Ou simplesmente o dia que vc tira pra não fazer nada, absolutamente nada.
Lembro ainda que há uns dois anos atrás, meus domingos eram recheados de almoço na casa da vovó, depois algum descanso, e daí ia correndo pra Irajá, pra casa do Léo especificamente pra ensaiarmos com a banda, ensaio que durava até o finzinho da tarde hs / 7hs da noite, e depois voltava pra casa morta de cansada, até que um dia a banda acabou...

Entre outras milhares de coisas que um domingo proporciona, tem uma que ocorreu hoje. Nem mesmo o clima resiste a alguns domingos. Fez chuva e frio desde quinta-feira, ontem fez 18° a noite (isso é Finlândia no Rio!!) e eu já estava pronta pra curtir um filme enrolada nas cobertas, quando acordo com uma luz bem forte queimando minha cara! Olhei pra fora e esse céu azul, com algumas nuvens, certo, mas com aquela cara de domingo... depois dessa surpresa, bateu até uma leve felicidade, e vontade de tomar uma cervejinha com a mãe em casa...

domingo, 16 de agosto de 2009

Pensamento do dia.

Ao longo da vida precisamos fazer merda, mas muita merda, pois só assim conseguimos adubá-la!

domingo, 21 de junho de 2009

Madalena

Fui passear na roça, encontrei madalena
sentada numa pedra, comendo farinha seca
olhando a produção agrícola e a pecuária
Madalena chorava, sua mãe consolava dizendo assim:
pobre não tem valor, pobre é sofredor
e quem ajuda é Senhor do Bonfim

Entra em beco, sai em beco
há um recurso Madalena,
entra em beco, sai em beco
há uma santa com seu nome,
entra em beco, sai em beco
va na próxima capela,
e acende uma vela pra não passar fome

---

segunda-feira, 15 de junho de 2009

aí, algumas pequenas confissões...

já to no over em relação a muitas coisas no meu cotidiano... sem grana pra quase tudo e sem paciência pra quase todos...

acho que vai rolar uma revolução por aqui...

enquanto isto é confabulado, deixo a dica pra coisa mais viciante dessas últimas semanas de internet:

http://trixxx.com.br

nunca vi em um site brazuca, um acervo de filmes (e põe acervo nisso, tem mais de 2.000 filmes!!) tão bons e raros quanto este, se alguém conhece outro melhor me indique...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Crítica pra descontrair

Essa quarta fui ao cinema, aproveitar pra pagar menos, já que não tive aula, pois a professora de Antropologia Visual ta na Colômbia, foi a um congresso e disse a nós que depois viajaria pra não sei aonde e traria "uns chás e umas cositas más" palavras da própria... Enfim, não sabia das inúmeras vantagens de se frequentar um cinama numa quarta-feira a tarde...

A começar pelo preço, porque né, sou pobre o suficiente pra reclamar qualquer R$1 / R$2 que encarecem a (ainda) meia entrada nos fins de semana. Então pagar R$6 pra ver um filme na telona é muito mais legal do que pagar R$8 / R$8,50 e afins...
Gostei da sala vazia, parecia que a sessão era exclusiva pra mim, e pr@s três ou quatros 'sujeit@s' que tavam lá comigo. O lado bom de verdade disso, é que não precisei aturar barulho de pipoca / grunhidos / fuxicos / celulares vibrando ou algo do gênero ao meu entorno. Mas é complicado também ter uma sessão de filme pra 5 pessoas, não é nem a questão do lucro da sala pro cinema, mas acho que é muita energia gasta pra pouca gente né. E depois a gente não pode reclamar pq que o preço é tão caro...

E o melhor pra mim, foram as críticas que ouvi nos banheiros: assim que cheguei, depois de comprar o ingresso fui ao banheiro, e tinha umas senhorinhas conversando:

_ Nossa, vc viu aquela opereta. É uma opereta francesa...
_ Ah vi. É uma opereta?? Nossa, pra mim fosse uma ópera!? [cara de espanto]
_ Não, minha filha, é uma opereta, e é francesa... Mas que filmezinho [sic] ruim...
_ É, realmente, é uma opereta, eu também não gostei não.

Nisso, tinha entrado uma mulher um pouco mais nova que as senhoras, que pegou o finzinho da conversa:
_ Vcs estão falando daquele musical?
_ É! Alquela opereta francesa, vc viu?
_ Ah vi sim, fui com uma amiga assistir, nós durmimos na metade do filme, saímos no meio da sessão...
_ É... Aquela opereta é muito fraquinha mesmo...

Saí transtornada do banheiro, e sem saber de qual filme aquelas três mulheres estavam falando!! Claro, rindo também bastante, mas tinha que disfarçar...
Assisti o filme - Vocês, os vivos (Du Levande), que por sinal, no início eu estranhei, mas depois de acostumar com a imagem parada me envolvi e gostei muito do filme, e achei a trilha sonora magnífica, apesar de ser uma mesma linha de música o tempo inteiro, tocadas pela Louisianna Brass Band, a banda do filme. O filme é extramente simples nas construções dos diálogos e cativante no desenrolar do enredo, por tratar de nada mais nada menos que o cotidiano e as crises de nós mesmos, só que com um clima mais gélido ( a produção é de vários países mas principalmente Suécia), vale a pena ser assistido.

Saí do cinema, pensei que minha saga tinha terminado, já pensando em ir pro Villa (
a noite iria ter um show de graça com Pepeu Gomes, mas nem vi.) fui ao banheiro e tinha uma outra velhinha (parece piada) conversando com a amiga que tava dentro de uma cabine:

_Sabe fulana, nunca vi filme tão ruim quanto esse Budapeste...

Ela só precisou falar isso, entrei numa cabine e comecei a rir - tentando não emitir som. Saí de lá, ela ficou me olhando deu um sorrisinho, e eui saí convicta dali de que não vou assistir esse filme. hahaha
Cara, pra que ler críticas no jornal, se a gente tem nossas queridas vovós, mais que experientes em dar pitacos em filme, pra nos indicar que há de melhor passando nas telonas??

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Olá, sou um blog abandonado, minha dona não consegue mais se concentrar pra escrever sobre o cotidiano por aqui, que ta tudo meio corrido, mas ela me prometeu escrever logo, logo...


Ah e também pediu pra avisar que hoje a noite vai fazer um elogio a cultura popular (e ainda marginal) carioca, vai pra uma festa que de fachada é muderna que toca electro-rock, pop rock, até então mais do mesmo. Mas que em cima vai tocar o melhor do FUNK carioca, é neguim aquele do morro merrrrmo!!!

sábado, 16 de maio de 2009

se contar ninguém acredita mais tem de TUDO nessa internet... Nem me surpreendo mais.


sem mais, pois to 'estudando'

sexta-feira, 24 de abril de 2009

I'm sick

tá duro pra mim...


acho que vou subornar algum agente de saúde, pra ser vacinada junto com os velhinhos contra gripe. Hoje estou um pouco melhor, mas ontem parecia que meus olhos iriam sair de suas respectivas órbitas, minha cabeça iria explodir, e que eu iria passar o resto da vida tomando sopinha de feijão com cenoura amassada, já que nada sólido passava pela garganta inflamada...


enfim, pelo menos sobrevivi, o que não mata fortalece... hahaha.

E desconfio a causa da recaída... segunda fiquei serenando na pista 3 até quase 1hs da manhã, e quarta fiquei brincando de entrar e sair do ar-condicionado várias vezes ao longo do dia, inclusive iria falar de Milk, que fui assistir no cinema [congelante por sinal] e bem estou sem fôlego até agora, um dos filmes mais lindos que assisti esse ano... vale a pena!!

agora to em fase de recuperação... bom fim de semana, pra quem pode curtir!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ruídos

essa vida de nightclubs ainda acaba comigo:

[somente a pré-balada]

_ Vamos dar um rolling?

_ Rolling pra onde?

_ Pro boteco, vamo ali no bar comprar pastel e fazer xixi

[a gente estava em um boteco]

_ Ali aonde no Maldição?

_ Maldição???

_ É po, vcs querem dar um rolling no Maldição, ali do lado da Matriz, né?

_ HAHAHHAHAHA, é boteco Salvação!!

_ Então, partiu um rolling no maldição comprar pastel e fazer xixi??

[incrível a capacidade de transformação das coisas]


essa vida de nightclubs ainda acaba comigo...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Choque de Desordem



Ontem foi um dia, fantástico e exótico. Explico, porém, antes de explicar, deixe-me extravasar alguns sentimentos.

Não quero mais viver dias como ontem, ou melhor, só quero viver mais dias e noites como a de ontem, no entanto com menos perrengue, né. É muito ruim, angustiante e louco se sentir muito feliz com o resultado do planejado, mesmo aos trancos e barrancos, e em seguida, por conta de diversos fatores (externos e internos) você ver a coisa desmoronar, e se desesperar para tentar resolver mais um pepino (acho que depois de "Fluiu!" essa foi a palavra que mais usei ontem, rs). Porém o último problema de ontem (hoje na verdade às 3h30 da manhã) eu não consegui resolver (sobre o som), liguei o foda-se, e fui feliz, muito trôpega, porém feliz!

Explico, ontem rolou a primeira festa de Ciências Sociais de 2009, para recepção dos calouros. E eu, uma componente da coordenação de cultura e eventos do Diretório Acadêmico Raimundo Soares (CS), me empenhei este último mês de uma forma como eu nunca tinha feito para realizar esta festa. Nos outros períodos eu ficava mais de auxiliar de Amandinha ou de Portuga e acabava que não tinha grandes responsabilidades.

A festa tinha tudo pra dar errado! (a mandinga por sinal foi das boas, mas o santo xovem de cs é mais forte!!!). Planejamos com três ou quatro semanas de antecedência,porém esta última semana que tudo desandou. Quem tinha quer correr atrás da cerveja, não correu, daí fechamos com uma mais cara, mas que aconteceu; quem tinha de fazer o cartaz pra divulgação não fez em tempo hábil, daí divulgamos a festa praticamente quarta a noite e durante o dia inteiro de ontem; quem tinha autoridade pra acabar com a festa (o diretor do nosso instituto) deu uma de Zé Mané (como sempre) e pensou numa outra forma de boicotar (com burocracia) pra não nos enfrentar no cara a cara, porém não conseguiu; quem tinha que chegar cedo pra tocar chegou tarde, mandou muito mal, e por pouco (graças aos nossos gloriosos dijeizes) não esvaziou a festa. E MESMO ASSIM A FESTA ACONTECEU. Perrengue em cima de perrengue, divulgação em cima da hora, e mesmo assim a festa foi linda! Bem cheia, bem animada – o Bloco Cru mandou muito bem – a Cecília apareceu de fato, e tomou só uma cerva(interna) – eu dancei horrores com meus amigos (e tava precisando) me diverti bastante, o suficiente pra superar todos os perrengues passados. E rolou frases de impacto, no auge da bebedeira eu tinha um discurso padrão pra qualquer um que viesse falar da festa comigo:

_ Cara, fluiu! Isto é o que importa, pela Romã por isso que sou botafoguense, porque sofrido é mais gostoso...

Isso e mais alguma coisa que eu não lembro.

Mas, como eu disse, a mandinga era boa, o clima tava ótimo, e no auge da noite, às 3 da manhã deu uma pane geral no som – por conta da energia – queimou o amplificador e o equalizador – Sim, meu irmão, ficamos sem som.

CONFIAR EM ARGENTINO NÃO É A BOA, AGORA EU ENTENDO O POR QUÊ.

Os rapazes (eles eram tranqüilos por sinal, mas foi o contato do argentino que nos levou até a eles) que levaram os equipamentos de som, levaram a porra toda, mas não levaram um no-break ou estabilizador sequer e “xovemente” ligaram as tomadas direto na energia – esqueceram de contar pra eles que a festa era dentro de uma faculdade pública e numa área que não vê reformas de fiação e etc há tempos. Mas isso são águas passadas, a festa ficou sem música uns vinte minutos e depois de muito Red Hot Chilli Peppers, que os caras deixaram rolando, enquanto resolviam o som, Livinha salvou com um cabo que ela tirou do nada e seu mp3 poderoso. Aí virou batalha de ipod, a cerva já tava acabando, a galera de fora já indo embora e a festa a a partir dali passou a ser nossa mesmo. Só da juventude de C.S. (Ararái!!). Os mudernos dançando em frente ao tablado sob a responsa de Livinha. E galera sagaz que mandou bem no bar toda a noite por sinal, continuava esquentando os pulmões e gelando o espírito lá no bar...
Tava muito bom pra ser verdade... E foi.

Ps : Ainda quero jogar as frases de impacto que ouvi durante a noite.
E Nanda, a próxima será a sua festa, logo, tentaremos superar o resultado desta, tudo por vc! Rá!

sábado, 11 de abril de 2009

Monólogo


Ô Gabriela figurinha repetida não completa álbum...

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Ué, mas se for aquelas brilhantes raras, que a gente tira uma vez a cada dois anos, aí vale a pena ser repetida, não?

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Ahh vale, e como vale.

domingo, 5 de abril de 2009

Terrorismo

Ontem vi uma cena que não quero presenciar novamente, nem tão cedo.

Um policial armado de fuzil, subiu no ônibus que me levava pra casa, entrou com toda a autoridade do mundo, e revistou 4 homens que estavam mais atrás - nem preciso dizer que todos os 4 eram negros, e moradores de manguinhos.

Maguinhos é uma favela no bairro de Bonsucesso, na qual Avenida Leopoldo Bulhões corta ao centro, quem passa por lá de ônibus, ou carro, ou até quem mora pelas redondezas, chama a Leopoldo Bulhões de faixa de Gaza(pouco violento, não?!)
Aquele lugar é definitivamente esquecido pelo poder público, e os moradores de lá, e bandidos também, costumam entrar no ônibus que eu pego pra ir do centro pra casa e vice-versa, pela porta traseira, não pagam passagem (Isto só acontece na linha que eu ando - 350 Irajá - Passeio, nas outras linhas que passam por lá ninguém entra por trás).

É comum os motoristas permitirem a entrada dos moradores de manguinhos(não sei se há esquemas entre os empresários desta linha e os traficantes de manguinhos, pode ser que haja), o fato é que eu nunca fui assaltada neste ônibus, as pessoas entram e não fazem nada. Alguns fazem uma bagunça ou outra quando estão em maior número, mas nunca fui ameaçada (apesar
de sempre me sentir ameaçada) por ninguém até hoje.E ontem este incidente ocorreu de forma tão drástica, que me senti agredida. O policial apontou, mais de uma vez, o fuzil pra cara de um do meninos (os três meninos tinham entre 16 e 25 anos no máximo e o outro homem era um mendigo com pouco mais de 40 anos.) pedindo pra eles levantarem a blusa e etc. a sorte foi
que nenhum dos meninos reagiu ofensivamente, todos foram complacentes e deixaram o policial esbanjar o poder que lhe é oferecido pelo Estado, para humilhar aqueles garotos a seu bel-prazer.Claro que fiquei mais aterrorizada com a atitude do policial.
No momento pensei, eu estava com minha caixa de violino (que é retangular) se ele estava realmente procurando algo por que não mandou eu abrir a caixa pra ver o que eu guardava ali?Sinceramente, estamos vivendo uma crise de valores na humanidade, que é reproduzida há muito tempo, onde as pessoas não cultivam mais respeito pelo próximo, não digo nem empatia, pois isso já é querer demais.
E o que a gente faz? eu ainda não tenho uma resposta, e assumo sou mais uma dessas que refere fingir que nada disso acontece, e até fugir dessas situações (minha primeira frase) enquanto não arrumo solução, do que sentir na pele e / ou na vida as consequências dessas situações.

E vá dizer que isto não é terrorismo, abuso de poder e falta de compaixão? Tá tudo junto, as pessoas já não suportam mais isso.


Essa bomba daqui a pouco explode.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

cara, eu sou muito desligada...

muito sem pensar escrevi esse poeminha aí embaixo semana passada, pensando em fazer uma homenagem ao quase falecido jornal dos estudantes de ciências sociais lá da UFF, e sabe o que me dei conta, beemm depois?

Que o nome do jornal é VIRAmundo, e não GIRAmundo...hahhahaha

inclusive até incluirei o blog nos fav's here. E precisamos levantar esse jornal, meu!